Quando afinal… NÃO É PARA SEMPRE!


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© PP

 

É sabido que “AMOR é um sentimento de carinho e demonstrações de afecto que se desenvolve entre seres que possuem a capacidade de o demonstrar”. E também é sabido que “o amor físico ou EROS, representa o amor entre casais, sentimento que envolve uma forte ligação afectiva e, em geral, uma ligação de natureza sexual”.

Mas…seja lá qual for o tipo de amor, certamente reporta-se a algo de bom, maravilhoso, podendo ser expresso das mais variadas formas, como mensagens, declarações, poemas, actos ou gestos que o elucidam e, tanto pode ser circunstancial como intemporal.

Na realidade, acredito existirem relacionamentos de Amor verdadeiro, aquele onde duas pessoas se amam, independentemente das situações e problemas que possam viver. E…estou a recordar-me de Nicholas Sparks, um dos meus autores preferidos, escritor americano de vários romances populares, que por acaso, todos eles integram a minha tão atafulhada estante, pelo que faço questão de aqui o citar:

“Finalmente entendi o que significa o verdadeiro amor. Amor quer dizer que você se importa mais com a felicidade da outra pessoa do que propriamente com a sua. Não importa o quão dolorosas sejam as escolhas que você tiver que enfrentar.”

Ora, obviamente, não quer dizer que neste tipo de relacionamentos “tudo foram ou são rosas”!…Muito pelo contrário…quer dizer sim que, ambos os intervenientes conseguiram subsistir/superar uma série de contratempos, as designadas “crises”, que dado o seu  empenho/ investimento mútuo na relação, e, naturalmente, num contexto de sintonia ou bilateralidade dos afectos, ou como lhe quisermos chamar, como que permitiram que chegassem onde chegaram…e muito provavelmente, com o decorrer do tempo, manter-se-á até àquele nível:

“Até que a morte nos separe!”

Eu fico absolutamente fascinada, diria mesmo, extasiada, quando tenho conhecimento ou presencio algo do género…infelizmente tão raro nos dias de hoje…mas para tal não preciso “ir muito longe”, que é como quem diz: conheço um caso bem de perto!

Pois é!…Felizmente tive a sorte de nascer e crescer no seio de uma família feliz. E desde que me lembro que “sou gente”, nunca vi “aqueles dois” ( os meus pais), praticamente juntos há quase meio século, a decidirem ou a fazerem o que quer que seja em separado, qual tamanha cumplicidade, amizade e amor mútuos. De maneira que prefiro nem pensar no que será quando algum deles perecer…aliás, tenho sérias dúvidas que um ou outro conseguisse superar tão dolorosa perda.

Mas, mudando de assunto, e abordando agora uma Visão menos “cor de rosa”, todavia, alusiva ao tema em enfoque:

A questão da TRAIÇÃO no(s) relacionamento(s), e particularmente, o que pode acontecer quando SE SENTE ENGANADO(A).

Ora bem, a definição de Traição, como o próprio nome indica:

É o rompimento ou violação da presunção do contrato social (verdade ou da confiança) que produz conflitos morais e psicológicos entre os relacionamentos individuais”…

Segundo a psicoterapeuta Olga Inês Tessari, são vários os factores que induzem à traição: questões culturais, carências, insatisfação em relação a desejos e expectativas com o (a) parceiro(a), vingança, a busca pelo novo, o estímulo provocado pela sensação de perigo, ou mesmo de poder. Na perspectiva da especialista, a traição funciona como “válvula de escape”, pois “quem trai é porque possui um motivo muito forte”…normalmente resultado de repressão das suas próprias fantasias e anseios.

Ou seja, é algo nada bom…sendo talvez um dos maiores dramas sentimentais que destrói o relacionamento e também a autoestima do “Ser” traído!…Sim!…Porque enfim…a “DOR” advinda, como que, poderá tornar-se insuportável implicando (ou não ?) a tomada de decisões, imprevistas de todo.

Muito bem!…Poderia então o caro leitor questionar:

– Então, como lidar com tudo isso? Ruptura?…Ponderação mútua sobre ” a questão”…Ou aquela teoria do “deixa andar”?…

Bom, ao longo do meu percurso de vida, que não é tão curto como eventualmente possa parecer, já ouvi e presenciei um “sem número” de reacções, algumas das quais me deixaram verdadeiramente surpreendida, do género:

“Ele(a) é o amor da minha Vida, pelo que perdoo-o(a) e aceito-o(a) de qualquer jeito!”

“Não posso valorizar essa questão, por causa dos nossos filhos!…Seria um drama para eles!”

– “O que é que se há-de fazer?…Estou dependente dele(a) a nível de subsistência!”

“Quero lá saber!…Abdicar do estilo de vida que ele(a) me proporciona?…É que nem pensar!”

-“Separação?…Nunca!…Está em causa um património colossal!”

– “Sabe menina…ele anda por fora…tem as suas necessidades e, nós sabemos como são os homens…têm que se orientar, não é?”

– “Pois…mas a minha religião interdita o divórcio, pelo que, continuamos juntos…mas fazemos vidas separadas!”

-“Oh!…Sem problema!…Traímo-nos mutuamente!”

-“Sou um desgraçado(a)!…Esta dor é insuportável!…É preferível morrer!”

-“Não!…Agora é que não sou mesmo capaz de terminar a relação!…Entretanto, ter-lhe-á surgido uma doença oncológica, cujo prognóstico é muito reservado!”

E por aí adiante…

Uma coisa é certa caro leitor, vejamos:

traição rompe o trato de confiança e enfraquece qualquer vínculo; para além de que um relacionamento que sobreviva à dita, forçosamente altera de formato porque a relação já não é mais a mesma e,  nem os parceiros são mais os mesmos de outrora.

Chegámos então ao busílis da questão: será possível perdoar uma traição dentro do relacionamento?

Na minha óptica, será muito difícil perdoar uma traição…contudo, defendo que a capacidade de perdoar algo do género, dependerá de cada pessoa ou do tipo de relação que exista.

Dependerá de cada pessoa, porque só a própria é que saberá e poderá gerir a situação da melhor forma possível, em função dos seus interesses pessoais…sejam eles quais forem, enquadrados ou não no seu conceito de “SER FELIZ”!

E, dependerá do tipo de relação que exista, porque só os próprios é que saberão gerir as regras de permissividade da própria relação…pois vamos lá a ver!…”ao fim e ao cabo”, se trair é algo que consentem mutuamente e que não danifica em nada (???) o seu conceito de “SEREM FELIZES”!…ninguém, mas absolutamente ninguém, tem nada a ver com isso!

Porque, “valha-me Deus”!…Há que respeitar e pronto!

Agora, numa coisa eu creio:

Com ruptura ou sem ruptura, PERDOAR É ESQUECER, mas atenção!…SEM MÁGOA, SEM RESSENTIMENTO! Sem o que, não será possível voltar a AMAR O(A) MESMO(A)…ou OUTRO(A)!

 

 

 

© Paula Pedro

 

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3 comentários a “Quando afinal… NÃO É PARA SEMPRE!

  1. Pingback: Pragmáticas sobre SEXO, SEXUALIDADE e…algo mais!!! | pamarepe

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