VAMOS IMAGINAR COISAS!… SÓ PORQUE SIM!


VAMOS IMAGINAR COISAS! SÓ PORQUE SIM!.. (2)

© PP

 

Olá caro leitor!

Hoje, vamos imaginar coisas; mas vamos só mesmo imaginar, porque isto de pensar-se alto, hoje em dia, pode implicar um preço demasiado alto… principalmente para aqueles que, hoje, com os bolsos vazios, passaram a ter que viver com os tostões muito bem contados, e ainda assim, com uma certa asfixia, pela austeridade da corda ao pescoço.

Vamos imaginar que o caro leitor é funcionário público, e nesse sentido, é trabalhador por conta de outrem; vamos continuar a imaginar que para o normal funcionamento do serviço onde desempenha funções, são compulsivamente exigidos o cumprimento de um sem número de requisitos, directivas de instâncias superiores, a quem de direito, para gerir.

Mas continuemos a imaginar coisas. Assim, vamos imaginar que esses tais requisitos exigidos têm a ver com a abdicação de direitos seus que atentam a sua DIGNIDADE E QUALIDADE DE VIDA; vamos imaginar, entre outras ideias delirantes, que lhe é exigido não marcar férias nos períodos que envolvem épocas festivas, entre as quais se destacam, o Natal, a Páscoa e o Ano Novo.

Mas vamos mais longe e continuemos a imaginar coisas, nomeadamente, que os seus passam a não compreender as suas constantes ausências em tais épocas, e outras;  a ponto de lhe questionarem se realmente sabe o que se está a passar na família – que só vê de vez em quando, por via do seu alucinante horário de trabalho -, e começarem a passar-se… e você a vê-los escapar por entre os dedos que nem areia fina.

E continuemos a imaginar; desta feita, que o cenário complica, a ponto da desagregação familiar ser eminente e os bolsos, esses, cada vez mais vazios.

O que é que o leitor fazia para contornar a condição sine qua non de, “primeiro-as-necessidades-do-Serviço-e-só-depois-as-tuas”?

Coloque os pesos nos pratos da balança e analise com sensatez, carago!

Agora imagine a sua resposta. Sim! Imagine só, porque com efeito, nunca saímos do plano do imaginário…

Ah! Mas nesse cenário do imaginário, não descure o que hipoteticamente já perdeu e que jamais reaverá.

Imagine então… será que realmente valeu a pena TUDO o que sacrificou? Será que realmente vale a pena continuar a sacrificar?

Já agora! Vale a pena pensar nisto! Perdão(!)… Imaginar.

 

O Primeiro Dia Sérgio Godinho

 

 

 

© Paula Pedro

 

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