DIA INTERNACIONAL DA MULHER – 8 de Março – Realidade versus Hipocrisia


 

Oito de Março – o Dia Internacional da Mulher.

Supostamente, um dia importante para nós mulheres, por ser o nosso dia.

Por isso mesmo, há que celebrá-lo? Evocá-lo? Há que relembrar o mundo que somos incansáveis na conquista de direitos e que estamos aqui, com os olhos bem abertos para discutir as discriminações e violências morais, físicas e sexuais, ainda sofridas por muitas de nós?

Há que impedir que retrocessos ameacem o que já foi alcançado em diversos países?

Quer-me parecer que sim! Há que… tudo isso e mais alguma coisa, o que não faz de nós umas activistas tresloucadas que erguem em riste a sua arma de arremesso: o feminismo cego.

Qual é o problema de nós mulheres, lutarmos pela Igualdade de Género? Hã?

Felizmente, na cultura civilizacional Ocidental não existe a opressão veiculada pelo poder fundamentalista do Estado Islâmico, e só por isso minhas caras, acreditem (!), somos umas sortudas. Ah, se somos!

Somos umas sortudas por não termos uns mostrengos alucinados a controlar-nos e a apertar-nos o cerco ao ar que respiramos; e ao sorriso; e aos passos; e à vontade; e ao prazer; e aos orgasmos; e à paixão, e ao amor, e ao sucesso!…

Uns grandessíssimos “filhosdaputa” é o que eles são (!); todos esses obstinados que acreditam que após a morte, têm à espera um reino com sete paraísos, mil e uma virgens de perna aberta e riquezas mil. Fuck them all! Assassinos!

E só de os lembrar, esses vermes misantrópicos fiquei com uma azia desgraçada.

Vejam só! Os parasitas inventaram agora uma nova tortura para as mulheres: um “mordedor”: uma tal dentadura metálica que arranca pedaços de carne à mulher que ouse mostrar uma pequena parte do corpo, ou que circule nas ruas sem ser acompanhada por um homem.

Dou comigo a pensar se o melhor uso do dito não seria aplicá-lo no falo hirto de todos esses hediondos? Seria remédio santo? Quiçá não mudaria o paradigma se os castrássemos a todos?

Mas minhas caras, felizmente, não estamos lá – no Estado Islâmico, ou dos loucos, que a bem dizer, é a mesma coisa! – Estamos cá, no Ocidente; e felizmente, com ganas para filtrar a escumalha da sociedade que ousa estigmatizar-nos, ridicularizar-nos, explorar-nos, violentar-nos… tornar-nos vítimas de nós próprias, independentemente do nosso QI (Quociente de Inteligência) e robustez física.

Sabem que mais? Temperando o assunto com uns pozinhos de perlimpimpim, mui sinceramente acho que eles, os homens, seriam um enormíssimo ZERO sem nós; por isso, desiludam-se aqueles que têm visão limitada, unilateral, opinando que “ao lado de um grande homem, há sempre uma grande mulher”, porque o contrário, pode muito bem acontecer.

Como tal, alvíssaras a NÓS mulheres, no nosso dia… e em todos os outros dias, porque a realidade é que somos, e seremos sempre especiais, seja em que domínio for.

 

John Lennon – Woman

 

Paula Pedro

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