AMANDO (N)A MÚSICA DE ANA CAROLINA


Ana Carolina

Ana Carolina – Imagem I, extraída da Internet

 

Ana Carolina de Souza. Aparentemente, um nome comum; todavia, reporta-se a alguém muito especial, que com a sua magnífica voz expressa nas lindas músicas que canta, consegue inebriar o coração e a alma do comum dos mortais, por esse mundo fora.

De quem falamos concretamente? Ora de quem mais haveria de ser? – Da mui querida e famosa Ana Carolina.

Cantora brasileira, compositora, instrumentista, musicista, empresária e produtora. Aos 41 anos revela-se como uma mulher de sucesso, brilhando no domínio da música, por via das suas melhores armas de arremesso – os instrumentos vocal, violão, pandeiro, baixo, guitarra e piano -, que a prestigiam e a marcam pela diferença. Já vendeu mais de cinco milhões de CDs e DVDs nos seus 15 anos de carreira.

De origens humildes, Ana Carolina de Souza nasceu em Juiz de Fora, Minas Gerais – Brasil, em 09/09/1974.

Desde muito cedo a música começou a integrar a sua vida, conferindo-lhe a primazia em todos os contextos e cenários do seu processo de crescimento.

Em criança, ouvia os vinis, o rádio e, atrevia-se a cantarolar em “shows” privados, a reboque de um sonho, como se uma enorme plateia a ouvisse atentamente.

Devaneios de uma menina ambiciosa e sonhadora que tomaram mais peso e medida com o seu primeiro violão, ganho como prenda de sua mãe, aos 12 anos, e que lhe deu asas para tirar partido de acordes dos seus grandes ídolos, entre os quais se destacam João Bosco.

Aos 16 anos fez a sua estreia em bares, alcançando um público cada vez mais crescente e, desta feita, passa a fazer da música, a sua forma de sustento.

Nem mesmo a sua diabetes dependente de insulina, entretanto diagnosticada, a demoveu dos seus intuitos de enveredar profissionalmente pelo mundo da música, o que viria a acontecer aos 18 anos de idade.

Mal ela sabia que lhe estavam destinadas as luzes da ribalta.

 

Ana Carolina - Imagem II, extraída da Internet

Ana Carolina – Imagem II, extraída da Internet

 

Começaram a emergir convites para shows maiores.

António Villeroy, compositor gaúcho, tornou-se um dos seus melhores amigos e parceiros, compondo para ela a música “Garganta”, que viria a revelar-se como o seu primeiro estrondoso sucesso, conseguindo milhões de cópias vendidas em 1999, ano em que lançou o seu primeiro álbum.

De então para cá, a sua carreira profissional tem vindo a somar sucessos em catadupa, na sequência de um estilo musical próprio que tem vindo a aprimorar e que tão bem a define; marcado eloquentemente pelas influências, não só de João Bosso, mas também de Chico Buarque, Maria Betânia, Gilberto Gil, Nina Simone, Bjork, Madonna e Alanis Morissette, entre outros.

Os sucessivos álbuns lançados permitiram-lhe alcançar o trilho da fama, com inúmeras canções de sucesso, destacando-se “Quem de Nós Dois”, “Encostar na Tua”, “Uma Louca Tempestade” e “Carvão”.

A dupla Ana Carolina e Seu Jorge viria a traduzir-se num enorme sucesso, no álbum “Ana & Jorge: Ao Vivo”, do qual se destacaram as canções “Pra Rua Me Levar” e, o grandioso sucesso “É isso aí”.

No álbum “N9ve”, lançado em 2009 – ano em que a cantora completou 10 anos de carreira -, salientou-se a canção “Entreolhares (The Way You’re Looking at Me)”, num maravilhoso dueto com o cantor e pianista americano John Legend.

Nesse mesmo ano lançou a coletânea “Ana Car9lina +Um”, com duas canções inéditas, que incluíram a participação de vários cantores, entre eles: Roberta Sá, Ângela Rô Rô, Zizi Possi, entre outros; para logo de seguida, dar início à turné mundial do álbum.

O ano de 2015 foi assinalado pelo lançamento, em DVD, da gravação do show #AC – gravação essa que teria ocorrido em 25/10/2014.

De salientar que #AC pretendeu expor a diversidade da música de Ana Carolina, numa multiplicidade conceitual que concilia desde scratches do Dj Cia – um dos mais hábeis do Brasil na arte do scratch -, aos vocais de Chico Buarque de Holanda.

A turnê #AC ao Vivo durou até Setembro último, vindo a manifestar-se como um enorme sucesso. Posteriormente Ana Carolina começou a dedicar-se a um projeto especial: o projeto solo – um show de violão e voz, incluindo sucessos do seu repertório e músicas de outros compositores da sua preferência, como: Chico Buarque, Caetano Veloso e Djavan.

Que se saiba, este projeto já foi apresentado em turnê, no Rio de Janeiro, nos dias 21 e 22 de Janeiro de 2016, e, quase logo de seguida, em São Paulo, nos dias 25 e 26 de Fevereiro.

Ana Carolina!… Sem dúvida, uma mulher de sucesso! Hoje, a sua trajetória já inclui doze álbuns e seis DVDs. Consta que conquistou sete vezes o Prémio Multishow de Música Brasileira, três vezes, o Troféu Imprensa, e uma vez, o Prémio Tim de Música.

O que mais enfatizar sobre esta musa da música? Talvez, acrescentar que o caro leitor poderá consultar o seu site oficial em ana-carolina.com, e, deliciar-se com a panóplia informativa e vídeo-discográfica disponíveis.

O You tube também poderá ser outra opção para os fãs, todavia, não tão diversificada e completa.

 

Ana Carolina (3)

Ana Carolina – Imagem III, extraída da Internet

 

Ouvir Ana Carolina e sentir as suas músicas, é qualquer coisa de sobrenatural, de mágico, que se adequa em qualquer cenário, em qualquer contexto, bastando para tal, selecionar aquela(s) que mais nos sensibiliza(m) e justifica(m) o estado da alma no momento.

Cantar o (Des)Amor? Sim, seguramente muitos artistas o fazem, mas raros são aqueles que conseguem emanar um sentir tão profundo como na voz doce de Ana Carolina.

Esta é a minha perspetiva; simples e clarividente, no que às canções de Ana Carolina diz respeito. Todavia, as críticas divergem e as opiniões também.

Há por aí quem defenda que as canções da cantora destacam o universo sexual-afetivo, a partir de uma perspetiva arrojada e ousada, roçando o complexo campo da nossa libido, de uma forma mais humanizada, aliando irreverência, despojamento, bom humor e leveza para se enquadrar o sexo como “assunto não-tabu”.

Sinceramente, também defendo esta teoria e, a dar-lhe consistência repare-se:

As seguintes músicas cantadas por Ana Carolina: “Eu comi a Madona” (2006) e “Libido” (2013), trazem à baila um panorama sexual libertário, na medida em que a cantora faz – e muito bem! – elogios explícitos ao prazer libidinal e subtileza erótica, enaltecendo o princípio do prazer e da emancipação sexual; que é como quem diz: as pessoas só têm mesmo é que sentirem-se bem consigo próprias e, bem assim, serem felizes nas suas vidas sexuais.

E claro, à parte o despoletar dos instintos, as músicas cantadas por Ana Carolina são invariavelmente, um elogio indelével ao romantismo, aos afetos, às emoções sentidas à flor da pele.

Alvíssaras à diva, esperamos que, para sempre imortalizada.

 

Ana Carolina – Quem De Nós Dois (La Mia Storia Tra Le Dita)

 

© Paula Pedro

 

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