Poeta-ME!… Poetas? #16 – DO CORTEJO DA QUEIMA DAS FITAS, DE COIMBRA


Queima das Fitas Coimbra 2015 – Photo by OneDayVideoPhoto

 

#16 – DO CORTEJO DA QUEIMA DAS FITAS, DE COIMBRA

Naquele tempo, éramos crianças já crescidas

E sonhávamos.

Coimbra, cidade de tradições,

Alimentava nossos sonhos,

Mantendo-nos agarrados

A uma espécie de doce inocência.

Ah! Mas tudo passa,

E a saudade fica…

Logo, logo, percebemos que afinal,

A vida universitária,

Não é a antecâmara de um mundo melhor,

Mas uma passagem,

Entre a idade dos sonhos

E o tempo de resignação.

Mas eu achava que não!…

Naquele tempo, a cidade parava

Para ver os estudantes desfilar.

O Cortejo da Queima Das Fitas,

Mais parecia uma promessa de viragem,

Um romantismo que havia de mudar o mundo.

Encantava-me.

E encanta!

Tudo parecia tão lindo.

As flores de crepe eram briosas.

As parangonas, cheias de graça.

Respiravam-se esperanças.

Ainda hoje inflama-me a visão:

Das capas negras;

Das fitas;

Das cartolas;

Das cantorias.

Tal é o fascínio, meu Deus!

Efémero é quase tudo.

Mas há sensações que ficam;

Eternizam-se em gestos,

Em vozes,

Em vontades,

E em saudades,

De fazer do amor,

Um sentimento imortal.

Balada de Despedida do 5º Ano Jurídico 88/89 – Queima das Fitas Coimbra 2013

© Paula Pedro

 

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