Conta-ME Histórias, Que EU Gosto!… Contas? #29 – PRINCESAS, CUIDADO COM A CANÇÃO DO BANDIDO!…


Photo from the Internet – In: Imagens de Tango

 

#29 – PRINCESAS, CUIDADO COM A CANÇÃO DO BANDIDO!…

 

Se és daquelas mulheres que anseia pela chegada do teu príncipe encantado, mesmo não vindo a trote num cavalo branco; casamento de véu e grinalda num dia único, mágico, inesquecível; colo com os rebentos do teu amor; um lar feliz para todo o sempre… acautela os teus intuitos do “falso projecto” de homem.

Esta estirpe disfarça-se de homem com h maiúsculo e mistura-se com os restantes. É tipo ave de rapina, ou então, vagueia pelas estradas, ruas e locais públicos em busca das presas ideais para aplicar o seu irrésistible efeito hipnotizante.

Ludibria as suas vítimas emanando o seu charme fatal e palavras doces, melosas. Fá-las acreditar que ele é um verdadeiro homem, repleto de virtudes que supostamente o qualificam como uma pessoa extraordinária. E elas ficam completamente hipnotizadas…

Um porte atlético e esbelto – por via da obsessão pela prática de um qualquer desporto -; o parafraseado certo na hora e locais certos, e, um sorriso quase verosímil, embutido num fácies falsificado, tenuemente denunciado pelo olhar concupiscente – et voilá!… a fórmula mística, infalível para as suas caças.

Malheureusement, quando elas percebem que, afinal se trata de um falso projecto de homem, já é tarde demais para se arrependerem, ou libertarem, pois já terão caído na teia do vilão, movidas pelo instinto da paixão.

Para perceberes melhor, tem em conta que este tipo de homem – melhor dizendo: esta amostra de homem -, move-se única e exclusivamente pelo prazer da conquista. O seu único e último objectivo é tão somente satisfazer-se com o corpo das suas presas, e, nutrir o seu ego pelos sentimentos que nelas conseguem fazer despoletar.

A priori, está completamente fora de questão qualquer tipo de compromisso, para não se criar uma espécie de dependência emocional.

Ainda que a paixão seja um perigo iminente, a fuga será sempre o melhor remédio… e o tempo, previsivelmente tudo curará, com a sua inevitabilidade.

Como num círculo vicioso, nunca se saciam. Precisam sempre de mais e mais, pelo que, vão à caça de outras presas, para saciar o seu ego. Significa que, vivem em permanente processo de conquista. Depois do objectivo alcançado, esfumaçam-se!

Se és das tais de que falei anteriormente, este é o tipo [amostra] de homem que deves riscar do livro da tua vida.

Usa a tua inteligência e perspicácia, antes que o coração te traia primeiro.

É difícil? É imprevisível? – Claro que sim! Mas tu sabes bem o que queres, e, o que não queres de todo para a tua vida. Certo?

So, let’s do it… and good luck!

 

 

 

 

© Paula Pedro

 

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Pensamentos… Fragmentos de Vida! #67 – EU SEI!…


Photo from the Internet

 

#67 – EU SEI!…

Sei que te amo.
Quanto? Sei lá!… Amor não se quantifica, sente-se!
Sinto as tais borboletas no estômago quando penso em ti.
Apodera-se de mim um sorriso maroto que te deseja, aqui, bem juntinho a mim.
Toca o telemóvel; és tu!
– Meu Deus! O coração dispara galopante, parecendo eclodir pela boca.
Conversamos, rimos, dizemos tolices, embriagados pela cumplicidade das palavras melosas.
Dizes então: – AMO-TE!… APETECES-ME!
Respondo-te: Eu sei!… ESPERA-ME MEU AMOR; já estou a ir para TI!

© Paula Pedro​

 

 

 

 

Pensamentos… Fragmentos de Vida! #66 – NÃO SEI NÃO SER… O QUE SOU!


© Boyd Holbrook and Jasmine Sanders, for Esquires’s Magazine Photoshoot

 

#66 – NÃO SEI NÃO SER… O QUE SOU!

 

Não sei ser resignada ao que não quero mais.

Não sei ser conformada ao que não desejei.

Não sei ficar sentada à espera que a vida me surpreenda, e, me caia no colo.

Não sei não lutar, não reclamar, não dar o melhor de mim.

Não sei ficar quieta nas dúvidas, e, não questionar as voltas às certezas.

Não sei não buscar alternativas, soluções provisórias ou definitivas.

Não sei não pensar, nem calar aquilo que deve e tem que ser dito.

Mas sei calar o que é preciso, quando é preciso… ainda que dentro de mim fervilhe um turbilhão de emoções e de sensações que não posso; não devo denunciar.

– Porquê? Porque há silêncios que valem mais que mil palavras. E, além do mais, o silêncio também é resposta; ainda que, das piores respostas que posso dar.

Pudera, às vezes, gritar o que me vai na alma, para não ter que engolir em seco a dor calada. Pudera… mas nem sempre é possível; não é oportuno, ou, não é suposto acontecer àquela hora, naquele contexto. Ou, pura e simplesmente, porque TU, aquele que me ouve, escuta, orienta, zela por mim… ama-me incondicionalmente, não está!

É preferível sorrir nessas alturas. Sim, embutir um sorriso – daqueles que também dispensam palavras, mas que tudo dizem -, tornando-o a minha maior arma de arremesso; aquela que ergo em riste para afirmar que não sei não ser… o que sou. Apenas, e só!

Assim vou indo pela vida – quando TU não estás e não é sensato falar -: ora sorrindo, ora calando, ora acenando com a cabeça, ou com as mãos… mas sempre na direcção das minhas escolhas. Aquilo que quero, e, nada mais!

E hoje, no aqui e agora, precisava tanto de TI, ao pé de mim… para que me escutasses por inteira; mergulhasses no ínfimo dos silêncios que me atormentam, e, os dissipasses.

E então? Demoras?

 

 

 

© Paula Pedro

 

Conta-ME Histórias, Que EU Gosto!… Contas? #28 – Um homem que é um HOMEM! – Um sonho de muitas de NÓS!…


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#28 – Um homem que é um HOMEM! – Um sonho de muitas de NÓS!…

 

Vão longe os tempos em que as nossas avozinhas eras as eternas submissas – com ou sem zelo -, aos nossos queridos avós, que faziam questão de marcar terreno com a sua ostensiva masculinidade e posse, como se elas – [coitadas!] -, fossem “coisa” deles. Mas enfim… na altura, era uma questão cultural, as mulheres anularem-se a si próprias, em prol do bom funcionamento do casamento, já que, reza a história – quando se enveredava pelo casamento, aquele era, aliás, tinha que ser para sempre!… Felizmente os tempos mudaram, e, as mentalidades também.

Longe de me considerar uma feminista mal resolvida com a vida, venho aqui, sim, defender que os homens não são todos iguais. – Nothing new, so! – Também não o seriam certamente naquela altura, mas… invariavelmente, havia toda uma imagem patriarcal, de todo necessária, para manter as aparências – coisa que, nós mulheres, [as com dois palmos de testa], descartamos, nos dias de hoje.

Mas continuando o raciocínio, importa referir que há homens e Homens.

Com efeito, há homens que não valem mesmo a pena. Em caso de relação falhada, uma mulher – salvo as excepções, obviamente! -, acaba por esquecer o espécime, que nem poeira que sacode de si própria.

Refiro-me àquele miúdo giraço com 1,85 m, cara laroca, curso superior e emprego estável, mas que, não é mais do que, uma criança crescida que não sabe o que quer. Ou então, àquele indivíduo de trinta e poucos anos, que ainda vive em casa dos pais, tem alergia à cozinha, e, horror às lidas domésticas, pelo que a desarrumação caótica do seu habitat natural faz parte do seu modus vivendi; e, ai de quem o afronte pelo seu petulante “sou assim mesmo, e então?…”Ou também, àquele sedutor-predador, de qualquer idade que esteja em permanente processo de conquista, seguido de fuga, e que ostenta aquela missiva: “Hoje-sou-todo-teu. Amanhã-logo-se-vê!”Ou ainda, um  chove-não-molha que nos leva ao cinema, a jantar, nos oferece flores e noites de sonho, mas que não assume; não se compromete connosco. Interessa-se, mas não investe. Aquece, mas não queima. Na nossa presença diz que sim a tudo e mais alguma coisa, mas na hora da verdade, só faz o que lhe dá real gana.

Mulheres, coloquem em estado de alerta o vosso sexto sentido!… Sejam perspicazes e selectivas nas vossas escolhas. Livrem-se daqueles que lhes falte a atitude que um homem com maiúscula, tem.

Um homem que se preze, só hesita pelo tempo necessário, e, depois avança. Tem dúvidas, dilemas, mas é destemido. Tem inseguranças, fragilidades, mas acredita piamente nas sua potencialidades… e, o mais importante: – nele próprio! -. O seu instinto predador – que, a existir, é ingénito -, fá-lo agir no momento certo; dá a cara; veste a camisola; atira-se ao rio, se for preciso… pela mulher que ama, claro!

Um homem que é um Homem, sabe proteger a sua amada; sabe ouvi-la, acarinhá-la; sabe valorizá-la e respeitar as suas imperfeições. É companheiro; é amigo; é aliado, mesmo na diferença; é amante dedicado e namorado fiel. Sabe cuidar de nós quando adoecemos – e mesmo que não saiba, inventa; desenvencilha-se… para que recuperemos rapidamente.

Um homem que é um Homem, sabe ir ao supermercado e confeccionar aqueles pratos gastronómicos que tanto apreciamos – e mesmo que não saiba, providencia; faz por isso mesmo; há sempre algo ou alguém que pode dar umas dicas sobre miraculosas técnicas do desenrascanço. Vale o que vale, mas a atitude é, ao fim e ao cabo, aquilo que conta, certo?

Um homem que é um homem sabe de bricolage e de jardinagem, o quanto baste; e mesmo que não saiba, trata de desenvolver essa capacidade, ao invés de se render ao conforto do sofá, ou àquela teoria do “não-tenho-tempo!”, ou mesmo a do “não-tenho-jeito-nenhum-para-isso!”. Naturalmente, e, por amor, emerge do seu interior o artista inato, que até ele próprio desconhecia. Um golpe aqui, um penso acolá, faz parte do processo. Não serão essas redundâncias que o irão incitar a parar de surpreender a sua mais que tudo! Lindas e cheirosas flores, com um bilhete dos tais, serão sempre bem-vindos. – Ridículo?… Qual quê? – Afinal de contas, ele ama-nos!

Um homem que é um homem, não é para se levar com ligeireza; tampouco para se passar a mão pelo pêlo. É para estar ao nosso lado, mesmo sem promessas; sem cerimónias; sem contratos, nem vestidos de noiva. Ele sabe que tem que “dar o litro”; joga para ganhar. E, ganha mesmo! – O quê? – Ora, o que haveria de ser?

– A nossa companhia, o nosso respeito, a nossa exclusividade; a nossa dedicação, a nossa admiração… o nosso amor – Forever!

 

 

© Paula Pedro

 

Nota: Por expressa e legítima vontade da autora, este artigo não segue as regras do Acordo Ortográfico de 1990.

Poeta- ME!… Poetas? #21 – POEMA DA LIBERTAÇÃO… DE TI!


Megan Fox - In: O Anjo do Desejo

Megan Fox – In: O Anjo do Desejo

#21 – POEMA DA LIBERTAÇÃO… DE TI!

 

Não mais pronunciarei o teu nome

Enquanto prossigo pelos trilhos da vida.

Não quero lembrar as palavras em vão repetidas,

Surdas aos teus ouvidos,

E ao teu coração.

Muito em breve chegarão as chuvas;

E com elas, o final das lágrimas extenuadas de cansaço;

Que ainda me fluem como um caudal descontrolado.

Ah! Mas não!…

Não mais chorarei a tua ausência,

Nem a dor da tua perda.

Amei-te sempre demais;

E, mais ainda, na minha imaginação.

Uma espécie de sonho não partilhado,

Na mais pura solidão.

Deus, como dói tanto perder-te como te perdi:

Todos os dias;

Todas as noites;

Todas as horas.

Render-me ao teu desamor por mim,

E, aceitar que nada mais significo para ti.

Quem sabe, um dia acordo, e, já cá não moras,

Dentro e fora do meu coração?

Quem sabe, acordo finalmente livre do teu encanto,

E antevejo um futuro à mercê da minha mão?

Nesse dia, podes crer que partirei.

Sem olhar para trás;

Sem o nosso amor na bagagem;

Sem mágoa, ressentimento, dor, raiva.

Vestirei asas de condor,

E, regozijada, voarei no alto dos céus.

Serei livre,

E livremente, voltarei a amar.

Espero…

© Paula Pedro

Pensamentos… Fragmentos de Vida! #65 – DAS NOITES FRIAS, GÉLIDAS… SEM TI!


Photo by - © Chrisantemi

Photo by – © Chrisantemi

 

#65 – DAS NOITES FRIAS, GÉLIDAS… SEM TI!

 

Em tempo de dizermos o inconveniente – “até breve, meu amor!” -, sinto-me estranhamente nostálgica. É como se – de repente -, passasse de um inebriante estado de felicidade, para um vazio ofegante, escuro, silencioso.

Terríveis, estes dias sem ti, até que voltes de novo. Terríveis, nas noites, nas horas, nos minutos, em que apetece tanto que estejas.

Quisera que não passasse tão depressa, o tempo que estamos juntos.

Quisera que não existissem as saudades, como se proibido fosse.

Quisera sossegar no sono, e, despertar pela manhã, envolvida no calor do teu abraço.

Quisera!… Vontades minhas; e espero que, também sejam as tuas.

God! Como são difíceis estes dias pequenos de Inverno, em que o negrume das noites longas toma conta de nós. São noites solitárias, frias; noites em que só mesmo o teu calor aquece o meu lado do avesso. Ou então, apenas o teu toque; aquele tocar de pele com pele que me electrifica; queima; desorienta. – Faz-me recordar tudo aquilo que já partilhámos; o quão somos bons juntos. – That’s it!

Dorme bem, meu amor, aí onde estás.

E eu?

Bem; eu aguento-me aqui… esperando o teu “estou-de-regresso!” -, e que a vida nos destroque as voltas.

Até lá, i think of you… my love.

 

 

 

 

© Paula Pedro

 

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