Conta-ME Histórias, Que EU Gosto!… Contas? #28 – Um homem que é um HOMEM! – Um sonho de muitas de NÓS!…


Photo from the Internet

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#28 – Um homem que é um HOMEM! – Um sonho de muitas de NÓS!…

 

Vão longe os tempos em que as nossas avozinhas eras as eternas submissas – com ou sem zelo -, aos nossos queridos avós, que faziam questão de marcar terreno com a sua ostensiva masculinidade e posse, como se elas – [coitadas!] -, fossem “coisa” deles. Mas enfim… na altura, era uma questão cultural, as mulheres anularem-se a si próprias, em prol do bom funcionamento do casamento, já que, reza a história – quando se enveredava pelo casamento, aquele era, aliás, tinha que ser para sempre!… Felizmente os tempos mudaram, e, as mentalidades também.

Longe de me considerar uma feminista mal resolvida com a vida, venho aqui, sim, defender que os homens não são todos iguais. – Nothing new, so! – Também não o seriam certamente naquela altura, mas… invariavelmente, havia toda uma imagem patriarcal, de todo necessária, para manter as aparências – coisa que, nós mulheres, [as com dois palmos de testa], descartamos, nos dias de hoje.

Mas continuando o raciocínio, importa referir que há homens e Homens.

Com efeito, há homens que não valem mesmo a pena. Em caso de relação falhada, uma mulher – salvo as excepções, obviamente! -, acaba por esquecer o espécime, que nem poeira que sacode de si própria.

Refiro-me àquele miúdo giraço com 1,85 m, cara laroca, curso superior e emprego estável, mas que, não é mais do que, uma criança crescida que não sabe o que quer. Ou então, àquele indivíduo de trinta e poucos anos, que ainda vive em casa dos pais, tem alergia à cozinha, e, horror às lidas domésticas, pelo que a desarrumação caótica do seu habitat natural faz parte do seu modus vivendi; e, ai de quem o afronte pelo seu petulante “sou assim mesmo, e então?…”Ou também, àquele sedutor-predador, de qualquer idade que esteja em permanente processo de conquista, seguido de fuga, e que ostenta aquela missiva: “Hoje-sou-todo-teu. Amanhã-logo-se-vê!”Ou ainda, um  chove-não-molha que nos leva ao cinema, a jantar, nos oferece flores e noites de sonho, mas que não assume; não se compromete connosco. Interessa-se, mas não investe. Aquece, mas não queima. Na nossa presença diz que sim a tudo e mais alguma coisa, mas na hora da verdade, só faz o que lhe dá real gana.

Mulheres, coloquem em estado de alerta o vosso sexto sentido!… Sejam perspicazes e selectivas nas vossas escolhas. Livrem-se daqueles que lhes falte a atitude que um homem com maiúscula, tem.

Um homem que se preze, só hesita pelo tempo necessário, e, depois avança. Tem dúvidas, dilemas, mas é destemido. Tem inseguranças, fragilidades, mas acredita piamente nas sua potencialidades… e, o mais importante: – nele próprio! -. O seu instinto predador – que, a existir, é ingénito -, fá-lo agir no momento certo; dá a cara; veste a camisola; atira-se ao rio, se for preciso… pela mulher que ama, claro!

Um homem que é um Homem, sabe proteger a sua amada; sabe ouvi-la, acarinhá-la; sabe valorizá-la e respeitar as suas imperfeições. É companheiro; é amigo; é aliado, mesmo na diferença; é amante dedicado e namorado fiel. Sabe cuidar de nós quando adoecemos – e mesmo que não saiba, inventa; desenvencilha-se… para que recuperemos rapidamente.

Um homem que é um Homem, sabe ir ao supermercado e confeccionar aqueles pratos gastronómicos que tanto apreciamos – e mesmo que não saiba, providencia; faz por isso mesmo; há sempre algo ou alguém que pode dar umas dicas sobre miraculosas técnicas do desenrascanço. Vale o que vale, mas a atitude é, ao fim e ao cabo, aquilo que conta, certo?

Um homem que é um homem sabe de bricolage e de jardinagem, o quanto baste; e mesmo que não saiba, trata de desenvolver essa capacidade, ao invés de se render ao conforto do sofá, ou àquela teoria do “não-tenho-tempo!”, ou mesmo a do “não-tenho-jeito-nenhum-para-isso!”. Naturalmente, e, por amor, emerge do seu interior o artista inato, que até ele próprio desconhecia. Um golpe aqui, um penso acolá, faz parte do processo. Não serão essas redundâncias que o irão incitar a parar de surpreender a sua mais que tudo! Lindas e cheirosas flores, com um bilhete dos tais, serão sempre bem-vindos. – Ridículo?… Qual quê? – Afinal de contas, ele ama-nos!

Um homem que é um homem, não é para se levar com ligeireza; tampouco para se passar a mão pelo pêlo. É para estar ao nosso lado, mesmo sem promessas; sem cerimónias; sem contratos, nem vestidos de noiva. Ele sabe que tem que “dar o litro”; joga para ganhar. E, ganha mesmo! – O quê? – Ora, o que haveria de ser?

– A nossa companhia, o nosso respeito, a nossa exclusividade; a nossa dedicação, a nossa admiração… o nosso amor – Forever!

 

 

© Paula Pedro

 

Nota: Por expressa e legítima vontade da autora, este artigo não segue as regras do Acordo Ortográfico de 1990.

Poeta- ME!… Poetas? #21 – POEMA DA LIBERTAÇÃO… DE TI!


Megan Fox - In: O Anjo do Desejo

Megan Fox – In: O Anjo do Desejo

#21 – POEMA DA LIBERTAÇÃO… DE TI!

 

Não mais pronunciarei o teu nome

Enquanto prossigo pelos trilhos da vida.

Não quero lembrar as palavras em vão repetidas,

Surdas aos teus ouvidos,

E ao teu coração.

Muito em breve chegarão as chuvas;

E com elas, o final das lágrimas extenuadas de cansaço;

Que ainda me fluem como um caudal descontrolado.

Ah! Mas não!…

Não mais chorarei a tua ausência,

Nem a dor da tua perda.

Amei-te sempre demais;

E, mais ainda, na minha imaginação.

Uma espécie de sonho não partilhado,

Na mais pura solidão.

Deus, como dói tanto perder-te como te perdi:

Todos os dias;

Todas as noites;

Todas as horas.

Render-me ao teu desamor por mim,

E, aceitar que nada mais significo para ti.

Quem sabe, um dia acordo, e, já cá não moras,

Dentro e fora do meu coração?

Quem sabe, acordo finalmente livre do teu encanto,

E antevejo um futuro à mercê da minha mão?

Nesse dia, podes crer que partirei.

Sem olhar para trás;

Sem o nosso amor na bagagem;

Sem mágoa, ressentimento, dor, raiva.

Vestirei asas de condor,

E, regozijada, voarei no alto dos céus.

Serei livre,

E livremente, voltarei a amar.

Espero…

© Paula Pedro

Pensamentos… Fragmentos de Vida! #65 – DAS NOITES FRIAS, GÉLIDAS… SEM TI!


Photo by - © Chrisantemi

Photo by – © Chrisantemi

 

#65 – DAS NOITES FRIAS, GÉLIDAS… SEM TI!

 

Em tempo de dizermos o inconveniente – “até breve, meu amor!” -, sinto-me estranhamente nostálgica. É como se – de repente -, passasse de um inebriante estado de felicidade, para um vazio ofegante, escuro, silencioso.

Terríveis, estes dias sem ti, até que voltes de novo. Terríveis, nas noites, nas horas, nos minutos, em que apetece tanto que estejas.

Quisera que não passasse tão depressa, o tempo que estamos juntos.

Quisera que não existissem as saudades, como se proibido fosse.

Quisera sossegar no sono, e, despertar pela manhã, envolvida no calor do teu abraço.

Quisera!… Vontades minhas; e espero que, também sejam as tuas.

God! Como são difíceis estes dias pequenos de Inverno, em que o negrume das noites longas toma conta de nós. São noites solitárias, frias; noites em que só mesmo o teu calor aquece o meu lado do avesso. Ou então, apenas o teu toque; aquele tocar de pele com pele que me electrifica; queima; desorienta. – Faz-me recordar tudo aquilo que já partilhámos; o quão somos bons juntos. – That’s it!

Dorme bem, meu amor, aí onde estás.

E eu?

Bem; eu aguento-me aqui… esperando o teu “estou-de-regresso!” -, e que a vida nos destroque as voltas.

Até lá, i think of you… my love.

 

 

 

 

© Paula Pedro

 

Pensamentos… Fragmentos de Vida! #64 – ENCONTRO-TE NA [NOSSA] MÚSICA


Imagem extraída da Internet

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#64 – ENCONTRO-TE NA [NOSSA] MÚSICA

Em tempo de te aguardar, sabe bem ouvir músicas que me fazem reviver momentos únicos. Aquelas músicas que amamos; que passaram a ser as nossas músicas por já nos saberem de cor. São músicas que soam a nós; músicas que  me fazem mergulhar nas profundezas do meu, do nosso interior – reviram-no do avesso -; músicas que me levitam e me levam a ti, onde quer que estejas.

Gosto de te sentir por perto. – E se a música for a via mais fácil para chegar a ti mais depressa… whatever!

Com música, a tua presença passa a ser assídua, mesmo que não estejas; – um género de “estares aqui”, de faz-de-conta, que me serena e me estampa um sorriso no rosto.

God! Fazes-me sentir a inquietude das borboletas na barriga e a insegurança de adolescente; aquela vontade louca de querer sair à socapa e ir ter contigo, como se proibido fosse. – É isso! Fazes-me sentir miúda outra vez.

Gosto de te sentir por perto, enquanto não vens. Porque gosto de ti… tanto e sempre.

E então? Demoras?

 

 

© Paula Pedro

 

Conta-ME Histórias, Que EU Gosto!… Contas? #27 – SEGUNDAS CHANCES?… NÃO OBRIGADA!


Imagem extraída da internet

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#27 – SEGUNDAS CHANCES?… NÃO OBRIGADA!

 

Por muito estranho que possa parecer, às vezes necessitas de ouvir as tuas histórias, contadas por outras pessoas, num cenário, com outras personagens envolvidas, para te dares conta do que realmente estás a viver. É irrelevante se as pessoas são diferentes. O que interessa é que a história é igual ou parecida.

Da análise comparativa das tuas vivências e das mesmas, dessas pessoas, pode fazer-se luz num abrir e fechar de olhos, e daí advir a resposta aos teus dilemas.

Sabes aquele filme em que ela faz papel de totó; não vê um palmo diante do nariz, consumida pela paixão inquietante pelo playboy lá da zona que tem a grandessíssima lata de lhe dizer na cara que não a ama, ou que não sabe muito bem o que sente por ela, mas, como não arranja nada melhor no momento, continua a dormir com ela?

Ou então aquele livro, onde está escarrapachado que ela ama-o, e ele, apenas deseja-a? Ela que se resigna às migalhas de atenção que ele lhe concede com a sua presença, criteriosamente calculada ao milésimo de segundo, pois outros voos aguardam o predador vaidoso de olhar afiado, sendo que, qualquer desculpa circunstancial serve para a despachar e dar por encerrado o tempo de antena da criatura. E logo ela; a demasiado inteligente, a heroína, até que bonitinha e muito querida, mas que se recusa a perceber o óbvio, ou a questionar dúvidas emocionais , com medo de perder o seu adónis.

Pois é! Mas num ápice tudo pode mudar; inclusive o feitiço virar-se contra o feiticeiro. Foi o que aconteceu comigo.

Fazia um calor abrasador naquele fim de tarde, de Setembro. Uma água tónica simples gelada, bebericada sem pressas, na esplanada habitual, tinha sido o cenário escolhido para uma conversa tête-à-tête, pelo pirata profissional. Sim, pirata profissional! Que outra forma para designar um solteirão habituado a caçar mulheres e à sua liberdade?!…

Fez-se um silêncio ensurdecedor demasiado incomodativo. Suspirei profundamente dando ares de quem está a levar uma seca entediante, não havendo mais nada a acrescentar ao desfecho com que o surpreendera, haviam decorridos dois meses.

Percebendo então o meu desconforto, Sua Ex.ª fita-me nos olhos e ousa arriscar, questionando-me:

– Ana Carla, tens a certeza que não queres dar-me uma segunda oportunidade? – E continuou: – Sabes? As pessoas mudam; e eu posso mudar por ti.   A verdade é que tu não me sais da cabeça desde que a nossa relação terminou. Melhor dizendo, desde que te conheci…. Tu és única; és completa. Tens tudo o que mais admiro numa mulher… estou cansado de andar a saltar de colo em colo… fui um idiota em deixar-te escapar… nem eu sabia que gostava tanto de ti…

Retribuí o olhar, como que a preparar-me para lhe responder, mas não o fiz. Sorri apenas. Um sorriso que o perturbou imenso; quiçá por ser sugestivo ou demasiado denunciador?!

Não haja dúvidas: os homens querem aquilo que não têm e não estimam o que lhes é oferecido de bandeja. Só quando perdem é que caem neles – se é que caem! -, e vêem a asneira que fizeram ao deixar escapar aquela que, afinal, podia ser a tal.

Coloquei a minha mão sobre a dele e afirmei-lhe com a convicção do tamanho do mundo.

– Carlos, é tarde… vou ter que ir. – E levantei-me. Ele ainda contrapôs, à medida que me ia afastando:

– Mas é tarde para nós, ou é tarde no tempo, Ana Carla?

– Para ambos! – Respondi-lhe peremptoriamente, com um sorriso sarcástico.

No dia seguinte acordei comigo mesma; em paz. Espreguicei-me e sorri com júbilo. Sentia-me leve e aliviada.

Eu, tinha voltado a ser EU. Despedira-me do meu lado do avesso.

Escolhi nunca mais ser aquela mulher, e, ainda bem!

História ficcional

 

© Paula Pedro

 

Pensamentos… Fragmentos de Vida! #63 – A PAIXÃO É FÁCIL. O AMOR, NEM SEMPRE!…


Photo in Tumblr

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#63 – A PAIXÃO É FÁCIL. O AMOR, NEM SEMPRE!…

 

É tão fácil apaixonarmo-nos. Pode acontecer assim – do nada! – : de um simples sorriso que contagia; de uma química inexplicável; de uma conversa que nos extravia; de um toque que causa arrepio.

– Toc, Toc.

– Quem é?

– É a paixão. Posso entrar?

– Mas eu não estou à espera!…

E entra, a bem ou a mal; nem que seja pelo buraco da fechadura.

Despoletam as borboletas que estavam adormecidas. Corre-se só porque sim, mesmo que pareça patético. Veste-se aquele sorriso parvo nos lábios.

Apaixonarmo-nos é fácil, sim. Difícil mesmo, é permanecer apaixonado no tempo – pela mesma pessoa, claro! -; conciliar a emergência da paixão à calmaria do amor; continuar a apetecer tolices mesmo quando a rotina se acomoda; sentir que aquele toque continua a causar o arrepio do primeiro; manter a ansiedade de um beijo mesmo sabendo de cor o seu gosto; ter a percepção que aqueles braços serão sempre a nossa casa.

Sim. A paixão é fácil. O amor, nem sempre!…

– E NÓS, meu amor? Em que fase estaremos?

Quisera intrometer-me na tua mente. Assaltar o mais íntimo dos teus sonhos e demorar-me por lá a ler-te; escutar-te, entender-te; cheirar-te; ter-te… constatar que sou o teu TUDO!

Tomara sermos um elo indissociável… para sempre. Tomara.

 

 

 

© Paula Pedro

 

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