Pensamentos… Fragmentos de Vida! #70 – SOMOS A COMPATIBILIDADE PERFEITA!…


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#70 – SOMOS A COMPATIBILIDADE PERFEITA!…

 

Há dias em que nem eu própria me [re]conheço.

São dias em que supero os meus limites. Mesmo sem eu dar conta.

Dias em que o meu diabo se solta e precisa desesperadamente da protecção do teu anjo para o apaziguar, ou, para o desencaminhar.

Assim como há dias em que o meu anjo acalma o teu diabo.

Gosto quando os nossos anjos e os nossos diabos se entrecruzam para acalmar os (des)ânimos e as vontades tentadoras.

God! Somos a compatibilidade perfeita, ainda que, com todas as nossas imperfeições, guerras e birras.

E é só isto; e nada mais do que isto, o que tenho para dizer:

Um AMO-TE gritado ao mundo ou sussurrado ao ouvido.

Escrito num papel, numa mensagem ou numa qualquer rede social.

Num olhar demorado ou num sorriso rasgado, descarado; ou então, escondido da multidão.

Anjo ou diabo, és todo o meu querer.

Amo-te!…

E é só isto o que interessa.

E basta!

 

© Paula Pedro

 

 

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Conta-me histórias, Que EU Gosto!… Contas? #31 – SEM ESSA DE MEIAS VERDADES!…


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#31 – SEM ESSA DE MEIAS VERDADES!…

 

Dou comigo a pensar se devemos dizer sempre a verdade numa relação amorosa, ou se será preferível calar o que supostamente não se deve dizer, para não fazer mossa; calar o que sentimos e que nos faz pruridos, por pudor, por educação, ou medo de ferir susceptibilidades, ou, inclusive, medo de perder quem amamos. (?)

I’m confused. So what?

Sabes aquelas cenas em que ele, inconsciente e subtilmente, começa a fazer descrições e comparações com a(s) ex? Uma pessoa fica sem paciência para o ouvir, certo? Fica desconfortável; começa a irritar-se, a sentir uma pontinha de ciúme; despoleta a insegurança, enfim… a relação, que devia ser a dois, passa a correr o risco de ir ao fundo, por excesso de passageiros.

Caramba! Se te incomoda que ele fale das que constam no livro da vida dele, e que já passaram à história, diz-lhe isso mesmo, e, pronto!

É muito mais fácil usar a verdade no presente e no futuro. Esquece lá o tempo passado ou o modo condicional! E, então, o uso deste último é realmente uma tragédia para qualquer relação afectiva. É quando ele usa e abusa dos “ses”, do tipo:

“- Ah! Se fosses um pouco mais magra!… Ou: “- Se estivesses mais perto daqui!… Ou ainda: “- Se fizesses assim, ou, assado, eu faria cozido!…”

Fica-se com ganas de responder ao personagem uma daquelas respostas xeque-mate, do género:

“- Ai sim? Hasta la vista! Ah!… E não ouses voltar. Ok?”

A verdade é que o modo condicional é [quase] sempre – ou não! -, uma requintada forma de desculpa esfarrapada, para se justificar algo que não se quer, ou não se deseja de todo que aconteça.

Dito mais simples, se ele te confrontar concomitantemente com conversas onde predominam os “ses” e os “talvez”, minha cara(!), mete uma coisa na tua cabecinha:

ELE NÃO TE AMA! Tu não és a prioridade dele. Em suma, não és A TAL. Percebeste?

Depois de inculcares isto, só te restam duas hipóteses: ou permites-te viver infeliz numa relação que está a morrer aos poucos, e, por isso mesmo, a dar cabo de ti; ou, ousas matá-la de vez – a relação! -, friamente, sem quaisquer escrúpulos, sem olhar para trás,… permitindo-te sorrir de novo à vida e ao amor, até então, desacreditado.

Pois é!… Há decisões difíceis de tomar. Por qual destas optarias?

It all depends on you. Think about it!

 

© Paula Pedro

 

 

 

 

Pensamentos… Fragmentos de Vida!… #69 – E EM TEMPO DE MUDANÇAS… CONTO COM O TEU COLO!


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#69 – E EM TEMPO DE MUDANÇAS… CONTO COM O TEU COLO!

 

E em tempo de mudanças, de todo repentinas e inesperadas, sinto-me a levitar, na esperança de vir a pousar em terreno fértil.

Já que tem que ser, tomara que sim! Tomara!…

Sinto-me uma exploradora destemida, em busca de um qualquer tesouro – mesmo sem significado material -, que pacientemente aguarda a minha chegada.

Poderá ser um erro, um disparate, andar por caminhos incertos. Mas eu não tenho o dom de acertar sempre.

E tu, meu amor, não tens o dom da verdade.

Por isso, não deves recriminar a[s] minha[s] escolha[s].

Não sou perfeita. Tampouco sou só certezas. Não sou só virtudes. Nem só defeitos.

Todos cometemos erros no meio de escolhas acertadas. E, às vezes, a indecisão pesa nas nossas convicções. Demora-se, e, faz-nos demorar a decidir.

Mas somos sempre nós. Aliás, nunca deixamos de ser nós quando decidimos o que quer que seja.

Vá lá! Permite a ti próprio confiares em mim; mesmo que eu bata com a cabeça, ou, bata no fundo.

Conto com o teu apoio. Adormecer na tranquilidade do teu colo, para quebrar a dureza da vida. Afagar-me na quietude do que me faz bem.

E tu fazes-me tão bem… tanto… sempre!…

Não me largues de mão porque posso perder-me… de mim, e, de ti.

So stay with me. Ok?

 

© Paula Pedro

 

 

 

Poeta-ME!… Poetas? #23 – NADA APOUCA AS SAUDADES… DE TI!


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#23 – NADA APOUCA AS SAUDADES… DE TI!

 

Não poder ficar contigo, meu amor,

É uma tragédia;

Um pesadelo;

A minha maior dor que lateja em contínuo;

Desesperadamente…

Não chega o que aconteceu entre nós.

Não pode chegar!

O nosso amor era ávido de futuro;

De esperança;

De planos

E sonhos que só se podem sonhar a dois.

Nada apouca as saudades;

Do que ficou por dizer e fazer.

Os locais que haveríamos de contemplar;

As viagens que haveríamos de fazer;

O romantismo dos pequenos nadas partilhados a dois;

Os filhos que deveriam correr pela casa;

O sentido do Natal partilhado ao teu lado;

 O teu sorriso encantador resistente às intempéries,

À erosão do tempo.

O teu sorriso!…

Nada apouca as saudades

De um futuro que quase, quase, aconteceu.

Nada!…

 

 

© Paula Pedro

 

 

 

 

Pensamentos… Fragmentos de Vida! #68 – ONDE PÁRA O TEU CORAÇÃO?


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#68 – ONDE PÁRA O TEU CORAÇÃO?

 

Sinto que te estou a perder aos poucos; lenta e suavemente. Mas não há muito mais que eu possa fazer; já que os nossos corações deixaram de bater em uníssono.

Não me passa pela cabeça viver um “meio-amor”; pechinchar por um sentimento que não é mais autêntico. No way!

Por isso, decidi começar a arrumar a minha bagagem. Nela levo malas repletas de sonhos; alguns inacabados. Caixas com sorrisos e risos sinceros. Pacotes de tristezas e lágrimas choradas. Mochilas de tombos que dei, e, as nódoas negras que os recordam. Sacos com saudades. Caixotes com as vitórias conseguidas e com o suor, nelas despendido.

Nem penses que tenciono levar-te na minha bagagem. Ficas muito bem aí onde estás, na tua zona de conforto, à espera de saberes o que queres.

Desculpa-me se te magoam estas minhas palavras, mas a inquietude da minha alma perturba-me; pede-me mais, muito mais do que aquilo que me tens dado.

Acomodaste-te no vazio da indiferença, e, esqueceste que tinhas que continuar a dar de ti. Sabias?

E agora?

E agora, espero sinceramente que [te] encontres, onde diabo deixaste o teu coração (?).

Quando deres com ele, se ainda tiver inscrito o meu nome, sacode-lhe a poeira e vem mesmo assim! Segura-o com ambas as mãos e trá-lo com carinho.

Pode ser que consigas ter-me de volta. Pode ser; quiçá?… Mas nada posso prometer.

 

© Paula Pedro

 

Nota: Por expressa e legítima vontade da autora, este artigo não segue as regras do Acordo Ortográfico de 1990.

 

 

 

 

 

Poeta-ME!… Poetas? #22 – FOSTE[-TE]!…


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#22 – FOSTE[-TE]!…

 

Foste embora.

Agora és de outro alguém,

E eu não sou de ninguém.

Talvez um dia… quem sabe?

Talvez consiga voltar a entregar o meu corpo.

Dormir com outro alguém que não tu.

Alguém que derreta este bloco de gelo

Instalado no meu peito.

Acho difícil, por ora…

As minhas lágrimas continuam a ser tuas.

Ainda dói tanto lembrar[-te]

Os pequenos nadas que vivemos a dois.

Ainda dói tanto!

Ainda…

© Paula Pedro

 

 

 

Conta-ME Histórias, Que EU Gosto!… Contas? #30 – AMOR PRIMEIRO… NÃO TE ESQUECEREI!


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#30 – AMOR PRIMEIRO… NÃO TE ESQUECEREI!

 

Não se reviam propositadamente há uma catrefada de luas. Também não era suposto reverem-se nesta fase de luto do namoro que mantiveram durante a adolescência e início da juventude de ambos. Afinal de contas, tinham sido o primeiro grande amor, um do outro. – God! What a difficult situation!…

Tinham combinado ficar amigos, e, só isso mesmo; pelo menos por ora. O tempo encarregar-se-ia do resto: tratar as maleitas; arrumar a cabeça, o coração; dissipar dúvidas; [re]conquistar novas escolhas, novas oportunidades… viver!

Eram tão jovens, inexperientes, sonhadores; tão cheios de vida e projectos futuros não possíveis de concretizar num horizonte próximo. Eram!…

E, amavam-se; cada um na sua, e, à sua maneira, mas amavam-se, apesar das borboletas na barriga se terem dissipado durante o ano transacto.

O que teria acontecido para dizimar um amor tão bonito?

Nem eles próprios sabiam. Sabiam apenas que não se contentavam com os “vai-se andando”, “quando mal, nunca pior”, ou com os “é a vida!”. Não aceitavam dias mornos num futuro trabalho chato, que nada lhes dizia, ou, noites gélidas numa companhia amena cujo colo é quente e confortável, mas que já não retém o coração… já não o derrete como outrora.

Ambos mantinham a mesma linha de pensamento, ou pelo menos, pareciam manter – para os amigos e os mais chegados, claro! – . E será que realmente conseguiam manter? As aparências iludem. Sabe Deus o que iria nos recônditos mais íntimos de cada um!…

Não se vai ali à curva esquecer o primeiro [grande] amor, e volta-se  curado com um sorriso de orelha a orelha.

O amor acontece; mas também desaparece, mesmo sem nenhum motivo especial. Por isso, mais do que esmiuçar os porquês do mistério do enamoramento ou do desapego – que é uma conversa equivalente a discutir-se o sexo dos anjos -,  é importante perceber muito bem se o outro nos ama da mesma forma, com a mesma intensidade, e, se está disposto a fazer por nós, o que nos dispomos a fazer por ele.

Porquê? Porque um amor a sério aguenta o que quer que seja: desentendimentos, afastamentos, bons e maus momentos, braços-de-ferro, disputas. E se for mesmo a sério, dura, dura e dura; tal como um bom lenço de seda: jamais perde o toque, o conforto, a suavidade, o charme, o sentido… desde que bem tratado evidentemente.

Seria o amor deles, um amor a sério? Poderia ter sido, até conhecerem o lado do avesso de cada um.

Não conhecemos o outro até ao momento em que o vemos e sentimos por inteiro, e depois, de repente, não mais que de repente, como diz Vinicius De Moraes no seu “Soneto De Separação”, tudo muda, como que, por magia. Ainda assim, continuamos a amar, para sobreviver. Porque sem ele – o amor -, nada faria sentido.

A partir daquele dia em que se reviram pela última vez, tudo mudaria para ambos; nada voltaria a ser o mesmo – nem eles próprios!

Uma espécie de tsunami fez despoletar emoções e sensações há muito recalcadas. Soou um “amo-te/odeio-te!” desesperado, um “dei-te o melhor de mim…não vás!”; um “sem ti não vivo, vegeto!” e um “mereces melhor do que eu… quero que sejas feliz!”; escoaram lágrimas de sangue para o rio. E o abismo espreitava de insolente – ria esfregando as mãos; almejava a perdição dos querubins.

Afinal, a ferida em fase cicatricial ainda doía… e muito! Ainda assim, nada ficou por dizer, porque naquela linda noite de lua cheia, a confrontação tinha vindo de mãos dadas com as certezas. Finalmente iriam acabar os mas, os ses e os talvez. Havia que seguir em frente, e, de cabeça levantada… para bem de ambos!

Poderiam continuar amigos? – questionaram-se. Claro que sim, mas por ora, em silêncio. Urgia cicatrizar a ferida primeiramente.

– Cuida de TI! – Foram as últimas palavras que trocaram.

E partiram, com o coração aos pedaços.  Cada um no seu trilho, mas agora bem mais leves, sem pesos na bagagem.

 

História ficcional

© Paula Pedro

Conta-ME Histórias, Que EU Gosto!… Contas? #29 – PRINCESAS, CUIDADO COM A CANÇÃO DO BANDIDO!…


Photo from the Internet – In: Imagens de Tango

 

#29 – PRINCESAS, CUIDADO COM A CANÇÃO DO BANDIDO!…

 

Se és daquelas mulheres que anseia pela chegada do teu príncipe encantado, mesmo não vindo a trote num cavalo branco; casamento de véu e grinalda num dia único, mágico, inesquecível; colo com os rebentos do teu amor; um lar feliz para todo o sempre… acautela os teus intuitos do “falso projecto” de homem.

Esta estirpe disfarça-se de homem com h maiúsculo e mistura-se com os restantes. É tipo ave de rapina, ou então, vagueia pelas estradas, ruas e locais públicos em busca das presas ideais para aplicar o seu irrésistible efeito hipnotizante.

Ludibria as suas vítimas emanando o seu charme fatal e palavras doces, melosas. Fá-las acreditar que ele é um verdadeiro homem, repleto de virtudes que supostamente o qualificam como uma pessoa extraordinária. E elas ficam completamente hipnotizadas…

Um porte atlético e esbelto – por via da obsessão pela prática de um qualquer desporto -; o parafraseado certo na hora e locais certos, e, um sorriso quase verosímil, embutido num fácies falsificado, tenuemente denunciado pelo olhar concupiscente – et voilá!… a fórmula mística, infalível para as suas caças.

Malheureusement, quando elas percebem que, afinal se trata de um falso projecto de homem, já é tarde demais para se arrependerem, ou libertarem, pois já terão caído na teia do vilão, movidas pelo instinto da paixão.

Para perceberes melhor, tem em conta que este tipo de homem – melhor dizendo: esta amostra de homem -, move-se única e exclusivamente pelo prazer da conquista. O seu único e último objectivo é tão somente satisfazer-se com o corpo das suas presas, e, nutrir o seu ego pelos sentimentos que nelas conseguem fazer despoletar.

A priori, está completamente fora de questão qualquer tipo de compromisso, para não se criar uma espécie de dependência emocional.

Ainda que a paixão seja um perigo iminente, a fuga será sempre o melhor remédio… e o tempo, previsivelmente tudo curará, com a sua inevitabilidade.

Como num círculo vicioso, nunca se saciam. Precisam sempre de mais e mais, pelo que, vão à caça de outras presas, para saciar o seu ego. Significa que, vivem em permanente processo de conquista. Depois do objectivo alcançado, esfumaçam-se!

Se és das tais de que falei anteriormente, este é o tipo [amostra] de homem que deves riscar do livro da tua vida.

Usa a tua inteligência e perspicácia, antes que o coração te traia primeiro.

É difícil? É imprevisível? – Claro que sim! Mas tu sabes bem o que queres, e, o que não queres de todo para a tua vida. Certo?

So, let’s do it… and good luck!

 

 

 

 

© Paula Pedro

 

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