Pensamentos… Fragmentos de Vida! #68 – ONDE PÁRA O TEU CORAÇÃO?


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#68 – ONDE PÁRA O TEU CORAÇÃO?

 

Sinto que te estou a perder aos poucos; lenta e suavemente. Mas não há muito mais que eu possa fazer; já que os nossos corações deixaram de bater em uníssono.

Não me passa pela cabeça viver um “meio-amor”; pechinchar por um sentimento que não é mais autêntico. No way!

Por isso, decidi começar a arrumar a minha bagagem. Nela levo malas repletas de sonhos; alguns inacabados. Caixas com sorrisos e risos sinceros. Pacotes de tristezas e lágrimas choradas. Mochilas de tombos que dei, e, as nódoas negras que os recordam. Sacos com saudades. Caixotes com as vitórias conseguidas e com o suor, nelas despendido.

Nem penses que tenciono levar-te na minha bagagem. Ficas muito bem aí onde estás, na tua zona de conforto, à espera de saberes o que queres.

Desculpa-me se te magoam estas minhas palavras, mas a inquietude da minha alma perturba-me; pede-me mais, muito mais do que aquilo que me tens dado.

Acomodaste-te no vazio da indiferença, e, esqueceste que tinhas que continuar a dar de ti. Sabias?

E agora?

E agora, espero sinceramente que [te] encontres, onde diabo deixaste o teu coração (?).

Quando deres com ele, se ainda tiver inscrito o meu nome, sacode-lhe a poeira e vem mesmo assim! Segura-o com ambas as mãos e trá-lo com carinho.

Pode ser que consigas ter-me de volta. Pode ser; quiçá?… Mas nada posso prometer.

 

© Paula Pedro

 

Nota: Por expressa e legítima vontade da autora, este artigo não segue as regras do Acordo Ortográfico de 1990.

 

 

 

 

 

Poeta-ME!… Poetas? #22 – FOSTE[-TE]!…


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#22 – FOSTE[-TE]!…

 

Foste embora.

Agora és de outro alguém,

E eu não sou de ninguém.

Talvez um dia… quem sabe?

Talvez consiga voltar a entregar o meu corpo.

Dormir com outro alguém que não tu.

Alguém que derreta este bloco de gelo

Instalado no meu peito.

Acho difícil, por ora…

As minhas lágrimas continuam a ser tuas.

Ainda dói tanto lembrar[-te]

Os pequenos nadas que vivemos a dois.

Ainda dói tanto!

Ainda…

© Paula Pedro

 

 

 

Conta-ME Histórias, Que EU Gosto!… Contas? #30 – AMOR PRIMEIRO… NÃO TE ESQUECEREI!


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#30 – AMOR PRIMEIRO… NÃO TE ESQUECEREI!

 

Não se reviam propositadamente há uma catrefada de luas. Também não era suposto reverem-se nesta fase de luto do namoro que mantiveram durante a adolescência e início da juventude de ambos. Afinal de contas, tinham sido o primeiro grande amor, um do outro. – God! What a difficult situation!…

Tinham combinado ficar amigos, e, só isso mesmo; pelo menos por ora. O tempo encarregar-se-ia do resto: tratar as maleitas; arrumar a cabeça, o coração; dissipar dúvidas; [re]conquistar novas escolhas, novas oportunidades… viver!

Eram tão jovens, inexperientes, sonhadores; tão cheios de vida e projectos futuros não possíveis de concretizar num horizonte próximo. Eram!…

E, amavam-se; cada um na sua, e, à sua maneira, mas amavam-se, apesar das borboletas na barriga se terem dissipado durante o ano transacto.

O que teria acontecido para dizimar um amor tão bonito?

Nem eles próprios sabiam. Sabiam apenas que não se contentavam com os “vai-se andando”, “quando mal, nunca pior”, ou com os “é a vida!”. Não aceitavam dias mornos num futuro trabalho chato, que nada lhes dizia, ou, noites gélidas numa companhia amena cujo colo é quente e confortável, mas que já não retém o coração… já não o derrete como outrora.

Ambos mantinham a mesma linha de pensamento, ou pelo menos, pareciam manter – para os amigos e os mais chegados, claro! – . E será que realmente conseguiam manter? As aparências iludem. Sabe Deus o que iria nos recônditos mais íntimos de cada um!…

Não se vai ali à curva esquecer o primeiro [grande] amor, e volta-se  curado com um sorriso de orelha a orelha.

O amor acontece; mas também desaparece, mesmo sem nenhum motivo especial. Por isso, mais do que esmiuçar os porquês do mistério do enamoramento ou do desapego – que é uma conversa equivalente a discutir-se o sexo dos anjos -,  é importante perceber muito bem se o outro nos ama da mesma forma, com a mesma intensidade, e, se está disposto a fazer por nós, o que nos dispomos a fazer por ele.

Porquê? Porque um amor a sério aguenta o que quer que seja: desentendimentos, afastamentos, bons e maus momentos, braços-de-ferro, disputas. E se for mesmo a sério, dura, dura e dura; tal como um bom lenço de seda: jamais perde o toque, o conforto, a suavidade, o charme, o sentido… desde que bem tratado evidentemente.

Seria o amor deles, um amor a sério? Poderia ter sido, até conhecerem o lado do avesso de cada um.

Não conhecemos o outro até ao momento em que o vemos e sentimos por inteiro, e depois, de repente, não mais que de repente, como diz Vinicius De Moraes no seu “Soneto De Separação”, tudo muda, como que, por magia. Ainda assim, continuamos a amar, para sobreviver. Porque sem ele – o amor -, nada faria sentido.

A partir daquele dia em que se reviram pela última vez, tudo mudaria para ambos; nada voltaria a ser o mesmo – nem eles próprios!

Uma espécie de tsunami fez despoletar emoções e sensações há muito recalcadas. Soou um “amo-te/odeio-te!” desesperado, um “dei-te o melhor de mim…não vás!”; um “sem ti não vivo, vegeto!” e um “mereces melhor do que eu… quero que sejas feliz!”; escoaram lágrimas de sangue para o rio. E o abismo espreitava de insolente – ria esfregando as mãos; almejava a perdição dos querubins.

Afinal, a ferida em fase cicatricial ainda doía… e muito! Ainda assim, nada ficou por dizer, porque naquela linda noite de lua cheia, a confrontação tinha vindo de mãos dadas com as certezas. Finalmente iriam acabar os mas, os ses e os talvez. Havia que seguir em frente, e, de cabeça levantada… para bem de ambos!

Poderiam continuar amigos? – questionaram-se. Claro que sim, mas por ora, em silêncio. Urgia cicatrizar a ferida primeiramente.

– Cuida de TI! – Foram as últimas palavras que trocaram.

E partiram, com o coração aos pedaços.  Cada um no seu trilho, mas agora bem mais leves, sem pesos na bagagem.

 

História ficcional

© Paula Pedro

Conta-ME Histórias, Que EU Gosto!… Contas? #29 – PRINCESAS, CUIDADO COM A CANÇÃO DO BANDIDO!…


Photo from the Internet – In: Imagens de Tango

 

#29 – PRINCESAS, CUIDADO COM A CANÇÃO DO BANDIDO!…

 

Se és daquelas mulheres que anseia pela chegada do teu príncipe encantado, mesmo não vindo a trote num cavalo branco; casamento de véu e grinalda num dia único, mágico, inesquecível; colo com os rebentos do teu amor; um lar feliz para todo o sempre… acautela os teus intuitos do “falso projecto” de homem.

Esta estirpe disfarça-se de homem com h maiúsculo e mistura-se com os restantes. É tipo ave de rapina, ou então, vagueia pelas estradas, ruas e locais públicos em busca das presas ideais para aplicar o seu irrésistible efeito hipnotizante.

Ludibria as suas vítimas emanando o seu charme fatal e palavras doces, melosas. Fá-las acreditar que ele é um verdadeiro homem, repleto de virtudes que supostamente o qualificam como uma pessoa extraordinária. E elas ficam completamente hipnotizadas…

Um porte atlético e esbelto – por via da obsessão pela prática de um qualquer desporto -; o parafraseado certo na hora e locais certos, e, um sorriso quase verosímil, embutido num fácies falsificado, tenuemente denunciado pelo olhar concupiscente – et voilá!… a fórmula mística, infalível para as suas caças.

Malheureusement, quando elas percebem que, afinal se trata de um falso projecto de homem, já é tarde demais para se arrependerem, ou libertarem, pois já terão caído na teia do vilão, movidas pelo instinto da paixão.

Para perceberes melhor, tem em conta que este tipo de homem – melhor dizendo: esta amostra de homem -, move-se única e exclusivamente pelo prazer da conquista. O seu único e último objectivo é tão somente satisfazer-se com o corpo das suas presas, e, nutrir o seu ego pelos sentimentos que nelas conseguem fazer despoletar.

A priori, está completamente fora de questão qualquer tipo de compromisso, para não se criar uma espécie de dependência emocional.

Ainda que a paixão seja um perigo iminente, a fuga será sempre o melhor remédio… e o tempo, previsivelmente tudo curará, com a sua inevitabilidade.

Como num círculo vicioso, nunca se saciam. Precisam sempre de mais e mais, pelo que, vão à caça de outras presas, para saciar o seu ego. Significa que, vivem em permanente processo de conquista. Depois do objectivo alcançado, esfumaçam-se!

Se és das tais de que falei anteriormente, este é o tipo [amostra] de homem que deves riscar do livro da tua vida.

Usa a tua inteligência e perspicácia, antes que o coração te traia primeiro.

É difícil? É imprevisível? – Claro que sim! Mas tu sabes bem o que queres, e, o que não queres de todo para a tua vida. Certo?

So, let’s do it… and good luck!

 

 

 

 

© Paula Pedro

 

Pensamentos… Fragmentos de Vida! #67 – EU SEI!…


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#67 – EU SEI!…

Sei que te amo.
Quanto? Sei lá!… Amor não se quantifica, sente-se!
Sinto as tais borboletas no estômago quando penso em ti.
Apodera-se de mim um sorriso maroto que te deseja, aqui, bem juntinho a mim.
Toca o telemóvel; és tu!
– Meu Deus! O coração dispara galopante, parecendo eclodir pela boca.
Conversamos, rimos, dizemos tolices, embriagados pela cumplicidade das palavras melosas.
Dizes então: – AMO-TE!… APETECES-ME!
Respondo-te: Eu sei!… ESPERA-ME MEU AMOR; já estou a ir para TI!

© Paula Pedro​

 

 

 

 

Pensamentos… Fragmentos de Vida! #66 – NÃO SEI NÃO SER… O QUE SOU!


© Boyd Holbrook and Jasmine Sanders, for Esquires’s Magazine Photoshoot

 

#66 – NÃO SEI NÃO SER… O QUE SOU!

 

Não sei ser resignada ao que não quero mais.

Não sei ser conformada ao que não desejei.

Não sei ficar sentada à espera que a vida me surpreenda, e, me caia no colo.

Não sei não lutar, não reclamar, não dar o melhor de mim.

Não sei ficar quieta nas dúvidas, e, não questionar as voltas às certezas.

Não sei não buscar alternativas, soluções provisórias ou definitivas.

Não sei não pensar, nem calar aquilo que deve e tem que ser dito.

Mas sei calar o que é preciso, quando é preciso… ainda que dentro de mim fervilhe um turbilhão de emoções e de sensações que não posso; não devo denunciar.

– Porquê? Porque há silêncios que valem mais que mil palavras. E, além do mais, o silêncio também é resposta; ainda que, das piores respostas que posso dar.

Pudera, às vezes, gritar o que me vai na alma, para não ter que engolir em seco a dor calada. Pudera… mas nem sempre é possível; não é oportuno, ou, não é suposto acontecer àquela hora, naquele contexto. Ou, pura e simplesmente, porque TU, aquele que me ouve, escuta, orienta, zela por mim… ama-me incondicionalmente, não está!

É preferível sorrir nessas alturas. Sim, embutir um sorriso – daqueles que também dispensam palavras, mas que tudo dizem -, tornando-o a minha maior arma de arremesso; aquela que ergo em riste para afirmar que não sei não ser… o que sou. Apenas, e só!

Assim vou indo pela vida – quando TU não estás e não é sensato falar -: ora sorrindo, ora calando, ora acenando com a cabeça, ou com as mãos… mas sempre na direcção das minhas escolhas. Aquilo que quero, e, nada mais!

E hoje, no aqui e agora, precisava tanto de TI, ao pé de mim… para que me escutasses por inteira; mergulhasses no ínfimo dos silêncios que me atormentam, e, os dissipasses.

E então? Demoras?

 

 

 

© Paula Pedro

 

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